Nossa Trajetória

Conheça os principais marcos de luta, educação ambiental e mobilização que construíram o legado da APASC, com base nos registros históricos oficiais da nossa associação.

1977 a 1979

Fundação e Utilidade Pública

No seu ano de fundação (1977), a APASC iniciou suas atividades combatendo a poluição industrial causada por uma metalúrgica e uma avícola, além de organizar palestras e projeções de filmes sobre ecologia. Em 1978, foi declarada de Utilidade Pública Municipal e organizou a "Semana da Arte e Pensamento Ecológico". Em 1979, abriu ampla frente de luta contra a construção de um shopping na praça central e desenvolveu movimentos em defesa da Amazônia.

1980 a 1986

Comunicação e Proteção do Broa

A década foi marcada pela expansão da comunicação com o início do programa de rádio "Vida Natural" e as movimentações para a compra do Restaurante Mamãe Natureza, em 1983. A associação lançou o boletim "O VERDE" em 1985. Neste período, a APASC também abriu uma grande frente de luta e manifestações contra a construção de um aeroporto nas margens da Represa do Broa, dentro da área de proteção ambiental.

1989 a 1994

Atuação Florestal e Participação Social

A ONG elaborou um projeto de lei para a criação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) em 1989. Em 1993, credenciou-se junto ao DEPRN como entidade de reposição florestal. Isso fortaleceu a "APASC Florestal" em 1994, permitindo que a associação recebesse recursos da taxa de reposição obrigatória para financiar projetos de plantios de árvores nativas.

1995 a 1999

O Caso das Marginais e Programa REDUZIR

Em 1995, a APASC moveu uma histórica Ação Civil Pública Ambiental contra a Prefeitura pela construção das Avenidas Marginais, que exigiam desmatamento de vegetação ciliar em área de preservação permanente sem o devido licenciamento. No mesmo ano, através do programa "REDUZIR", a associação iniciou fortes campanhas de coleta seletiva e, em 1998, lançou o programa "APASC nas Ondas do Rádio".

2000 a 2005

Vitórias e Hortas Comunitárias

O ano 2000 marcou a vitória da APASC no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na Ação Civil Pública das Marginais, além da reestruturação do Restaurante Mamãe Natureza. Em 2003, a ONG iniciou os Projetos de Hortas Comunitárias e Pedagógicas nas escolas municipais. O Programa REDUZIR continuou sendo um sucesso, totalizando mais de 520 toneladas de resíduos recicláveis coletados até seu encerramento em 2005, quando repassou os pontos para cooperativas locais.

2010 a 2018

Prêmio Chico Mendes e Tijuco Preto

Reconhecida por seu vasto histórico de lutas, a APASC foi homenageada com o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente. Mais tarde, em 2018, a associação firmou um acordo decisivo e fiscalizador com a Prefeitura e o Ministério Público para o prolongamento da Av. Trabalhador São-carlense, garantindo que as intervenções urbanas respeitassem o córrego Tijuco Preto.

2019 a 2024

O TAC e a Defesa das Nascentes

A APASC retomou com força a cobrança pelo cumprimento do histórico TAC das Marginais e a fiscalização de novos empreendimentos imobiliários. A associação atuou ativamente junto ao Ministério Público e em Conselhos Municipais para embargar obras irregulares, protegendo as nascentes urbanas e os remanescentes do bioma Cerrado na cidade.

Dias Atuais

Rumo aos 50 anos!

Hoje, com fôlego renovado, a APASC lidera debates em diversas áreas ambientais em São Carlos e região, por justiça climática e proteção da natureza. Ajudou a criar o FORMAS-SC e se prepara para comemorar, em 2027, meio século de mobilização popular em defesa da vida!

Memória Institucional APASC

Registros Históricos Integrais de Atividades (1977 - 2026)

1977 a 1979: Fundação, Utilidade Pública e Primeiros Embates

No ano de sua fundação (1977), a APASC envolveu-se em sua estruturação legal e iniciou campanhas contra a poluição causada por uma metalúrgica e por uma avícola de grandes dimensões, além de atuar na defesa das praças e ruas de São Carlos e enviar moções de apoio a moradores de outras regiões. Em 1978, a entidade envolveu-se com a Comissão de Defesa do Patrimônio da Comunidade (CDPC) na luta contra a construção de um aeroporto nas matas de Caucáia do Alto. No mesmo ano, a APASC apelou à imprensa e distribuiu panfletos contra o uso de penas de animais silvestres no carnaval, organizou a "Semana da Arte e Pensamento Ecológico" na Câmara Municipal, e obteve sua declaração de Utilidade Pública Municipal através da Lei nº 7.843/78. Em protesto contra o abandono e o corte de árvores, a entidade plantou três magnólias na praça central sem autorização da Prefeitura e publicou o extenso texto de José Lutzemberg sobre "Energia, Ambiente e Sociedade". Em 1979, abriu-se ampla frente de luta contra a construção do Shopping Center na devastada praça central, atuou-se junto a moradores da periferia para a criação de praças públicas, desenvolveu-se o movimento em defesa da Amazônia junto à CDPC e publicou-se um balanço oficial das atividades.

1980 a 1986: Radiodifusão, Parque Ecológico e Defesa do Broa

O início da década de 80 foi marcado pela luta contra a poda de árvores urbanas, a expansão do cemitério no bairro Boa Vista, e a instalação de usinas nucleares. Em 1981, ocorreu a criação do Núcleo de proteção ao Broa, denominado APREL (Associação para Proteção da Represa do Lobo). No ano de 1982, a entidade manifestou protestos contra a Guerra das Malvinas (via correspondências estudantis aos líderes da Argentina e Inglaterra), participou do movimento "QUARUP – Sete Quedas" contra a destruição das quedas d'água, e solicitou o tombamento da Praça Central. A partir de outubro de 1983, a APASC iniciou o programa radiofônico "Vida Natural" e as movimentações para a aquisição do Restaurante Mamãe Natureza. Em 1984, houve denúncias e acompanhamentos rigorosos do Parque Ecológico de São Carlos, alterações estatutárias para incluir os "Grupos Autônomos", e pressões sobre a arborização, evidenciadas pelas críticas ao corte criminoso de árvores por um proprietário de supermercado. O ano de 1985 marcou o lançamento do boletim bimestral "O VERDE" e o início da intensa frente de luta contra a construção do Aeroporto da USP às margens da Represa do Broa, situada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Corumbataí. Em 1986, a ONG lutou contra a mineração de areia no Ribeirão Feijão (manancial da cidade), defendeu o representante do DEPRN contra pressões políticas locais e obteve formalmente o espaço da Prefeitura para sua sede.

1987 a 1994: Atuação Florestal, Loteamentos e Ações Jurídicas

Após a preparação de um Dossiê Verde em 1988, a APASC colaborou na elaboração do capítulo de Meio Ambiente da Lei Orgânica Municipal em 1989, ano em que denunciou desmatamentos promovidos pela Agroceres e contestou a viabilidade de instalação de uma granja da SADIA em área de cerradão no Broa. Em 1990, pediu abertura de inquéritos para os desmatamentos ilegais nas fazendas Far West e Pedrinha. Em 1991, formou um viveiro de essências nativas no Parque Itaipu, criou o Grupo de Apoio à Fauna e Flora (GAFF) focado na área "Y" atrás do Parque Ecológico, e denunciou a formação de loteamentos clandestinos pelo Sr. Airton Garcia no bairro Cidade Aracy. Os estatutos foram alterados em 1992 para incluir a reposição florestal, sendo a APASC credenciada junto ao DEPRN em 1993. No mesmo ano, denunciou depósitos clandestinos de resíduos industriais da SICOM, exigiu cumprimento da ação civil contra a Salina Amarga Negra (RN), pesquisou o herbicida "Atrazina" via Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) e defendeu o bosque no final da Avenida Getúlio Vargas. O ano de 1994 consolidou a APASC FLORESTAL, realizando plantios com recursos da taxa de reposição e marcando o início da campanha e denúncia ao Ministério Público contra a construção das avenidas marginais em Área de Preservação Permanente (APP).

1995 a 1999: O Caso das Marginais e o Programa REDUZIR

O ano de 1995 representou um marco combativo, com a interposição da Ação Civil Pública Ambiental nº 332/95 contra a Prefeitura de São Carlos pelo desmatamento ciliar sem licenciamento. Além disso, denunciou desmatamentos ilegais na Fazenda Santa Fé (de Raphael Jafet Jr.), resultando na apreensão de lenha e em um TAC para o plantio de 5.000 árvores nativas. A entidade também denunciou a implantação da Fábrica de Motores da Volkswagen em São Carlos (Lei 11081/95) por ausência de EIA-RIMA dentro da APA Corumbataí. Em paralelo, lançou o Programa REDUZIR. Até 1999, o REDUZIR estruturou a coleta seletiva na UFSCar, enquanto a APASC atuava na Educação Ambiental nos bairros Parque Delta I e II, realizava a Feira da Sucata e da Barganha, assumia titularidade no Comitê de Bacias Hidrográficas do Tietê-Jacaré (CBH-TJ) e encaminhava representações contra empresas ocupando as APPs dos Córregos Tijuco Preto e Parque Delta.

2000 a 2005: Consolidação de Hortas, Vitória Judicial e Extensão de Redes

O ano 2000 consagrou a vitória no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo referente à Ação Civil Pública das Marginais, um feito sustentado pelo trabalho do coordenador-jurídico Rodrigo Andreotti Mussetti. Neste período, inaugurou-se o Restaurante Mamãe Natureza II (ADUFSCar), o convênio REDUZIR atingiu a marca de 180 toneladas recicladas em parceria com a UFSCar e EMBRAPA, e a entidade adquiriu uma Kombi 1987 para as operações logísticas. Em 2001, a coleta atingiu 265 toneladas; em 2003 chegou a 421 toneladas, e em 2005 encerrou-se com 525 toneladas de resíduos recicláveis, sendo os pontos repassados às Cooperativas do município. Ao longo deste quinquênio, a APASC investiu maciçamente em agroecologia através do Projeto Horta Orgânica Solidária junto à Casa Aberta e, posteriormente, no Centro da Juventude e Horta Municipal. Houve a aprovação de projetos com recursos do FEHIDRO (Recuperação da Represa do 29), a atuação no Fórum Comunitário do Lixo e a participação efetiva nos conselhos municipais reformulados, como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e o Conselho Municipal de Turismo (COMUNITUR), operando também junto ao coletivo de entidades cadastradas no CONSEMA e ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu.

2006 a 2016: Monitoramento do TAC, Conselhos e Reconhecimento Público

Neste período, a APASC manteve vigilância contínua sobre as obrigações judiciais firmadas. A entidade acompanhou rigorosamente a evolução do TAC das Marginais, registrando-se que, até o ano de 2013, houve a emissão de relatórios e pareceres oficiais da associação elogiando as intervenções preliminares realizadas no Córrego Tijuco Preto, antes de um período de interrupção nas tratativas de saneamento e drenagem por parte do poder público. Em 2010, as considerações técnicas elaboradas pelo conselho COMDEMA sobre invasões e uso do solo nas Áreas de Preservação Permanente (APP) pautaram fortemente a fiscalização ambiental da ONG. A atuação no Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Jacaré (CBH-TJ) consolidou-se com a aprovação e acompanhamento de projetos financiados pelo FEHIDRO. Concomitantemente, a entidade estreitou laços com as universidades locais (UFSCar e USP), mantendo ações integradas em programas de educação e pesquisa ambiental, o que garantiu forte embasamento científico e técnico às suas mobilizações. A década encerrou-se com a estruturação de novos processos municipais para a recomposição de áreas degradadas, atestando a presença da APASC nas cobranças por Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) na cidade.

2017 a 2026: Ofensiva no TAC das Marginais, Revisão do Plano Diretor e Planejamento Estratégico

A partir de 2017, a APASC intensificou sua atuação administrativa e jurídica, estruturando sucessivas diretorias para fazer frente aos complexos desafios do desenvolvimento urbano. O ano de 2023 foi um marco na retomada das execuções do TAC das Marginais, com a associação participando ativamente das reuniões do Grupo de Trabalho ao lado do Ministério Público, SAAE, SMHDU e SMMADS. Nestes encontros, os representantes da ONG debateram tecnicamente as soluções de macrodrenagem na nascente do Tijuco Preto, contrapondo projetos de construtoras e avaliando a viabilidade de destamponamento do córrego nos trechos da Av. São Carlos e Rua XV de Novembro. Através de seus representantes no COMDEMA, a APASC deliberou sobre processos críticos de ordenamento territorial. Paralelamente, houve expressivo fortalecimento no CBH-TJ, onde a APASC ocupou a titularidade na Plenária e cadeiras estratégicas na Câmara Técnica de Educação Ambiental e na Câmara Técnica de Saneamento. A parceria contínua com as universidades impulsionou iniciativas como o projeto "BioFuturo" com a UFSCar para a promoção da ciência cidadã e a exposição histórica sobre a ONG na Biblioteca da EESC/USP. O ano de 2026 inaugurou um ciclo estratégico focado no acompanhamento rigoroso da revisão do Plano Diretor Municipal. Através do Fórum Municipal de Meio Ambiente e Sociedade (FORMAS-SC), a APASC apresentou contribuições ao Termo de Referência da consultoria, participou de audiências públicas e defendeu a manutenção das Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais (APREM) e da infraestrutura verde do município. O decênio culmina com a execução do "Planejamento 2026/2027", firmando o compromisso com a proteção das nascentes, o fomento à justiça climática e a difusão da educação ambiental rumo à consolidação do cinquentenário da entidade

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